Que tal unirmos tecnologia adaptativa e projetos?

Tom Vander Ark escreve muito. No portal Getting Smart, que ele fundou e toca com alguns parceiros, tem artigo dele quase todos os dias. Sobre tudo que estiver relacionado ao universo de educação e tecnologia: startups com propostas diferentes, novas ferramentas, dicas digitais para professores, políticas públicas educacionais, casos bem sucedidos de redes que resolveram inovar. Mas seus textos são apenas parte de uma relação antiga com educação. Ark já foi superintendente da rede pública de Washington, ajudou a Fundação Bill e Melinda Gates a estruturar a área de educação, lançou há cinco anos o primeiro fundo de investimentos voltado à educação, o Learn Capital, é tesoureiro da iNACOL (International Association for k-12 Online Learning) e é membro do conselho de algumas dezenas de instituições do ramo da edtech.

Com a credencial de quem já transitou em posições-chave por tantos ambientes, em conversa com o Porvir, Ark descreve a tecnologia como um grande amplificador de oportunidades e aponta os movimentos que tem visto ganhar força em educação. “Existem duas coisas que parecem opostas, mas eu adoro a ideia de usá-las juntas: o aprendizado adaptativo e o baseado em projeto”, diz o autor, que é um entusiasta das mudanças que têm usado a tecnologia para colocar o interesse do aluno no centro do aprendizado. Ele fala de ensino híbrido, da troca dos tablets por Chrome Books, da conexão de professores em rede como forma de promover o desenvolvimento profissional.

O senhor tem uma trajetória muito ligada a tecnologia na educação. Que impacto os recursos tecnológicos podem ter nos processos de ensino e aprendizagem?
A coisa mais interessante sobre tecnologia é que ela é um amplificador. Ajuda professores e pais a cumprirem melhor seus papéis. A tecnologia pode aumentar as oportunidades, mas para isso são necessárias duas coisas: 1) o acesso ubíquo à internet de banda larga, garantindo que todo mundo no Brasil ou nos EUA tenha acesso à internet em casa, no trabalho ou na escola; 2) temos que garantir que todos os jovens tenham acesso a um aparelho ligado à internet, pelo menos um smartphone. Aí eles terão acesso 24 horas por dia, sete dias por semana, a essas ferramentas. É um passo importante em direção à equidade. Parece até que precisa de muito dinheiro, mas nos permitiria criar, até nas áreas mais pobres do Brasil, acesso a uma excelente educação. Poderemos ter escolas de ensino fundamental e médio ótimas, que mesclem ensino on-line e presencial e motivem os estudantes a começar a trilhar um caminho para a universidade.

Leia a reportagem completa em: http://porvir.org/porpensar/tal-unirmos-tecnologia-adaptativa-projetos/20140116