O espelho que foge

O novo Censo da Educação Superior indica nova expansão do setor. Alcançamos 6.739.689 matrículas em 2011, contra 6.379.299 em 2010 e 5.808.017 em 2009. É natural. Por mais desconfiada que a sociedade fique com o crescimento de cursos superiores, o fato é que precisamos ainda crescer muito para sairmos do patamar de 15% de matrículas entre a população entre 18 e 24 anos e alcançarmos as metas do Plano Nacional de Educação (33%) ou mesmo o Paraguai (24%).

A questão, no entanto, não é a necessidade da expansão, mas sim a expansão para que tipo de necessidade. Os interesses das instituições em matrículas; dos indivíduos em diplomas e da sociedade em empregos poderiam estar mais bem articulados. Essa convergência, no entanto, não é espontânea. Depende de política pública.

A avaliação da educação superior, promovida pelo poder público, é um dos principais instrumentos da expansão da educação superior. A utilização dos seus resultados se dá por um ordenamento legal que considera, especialmente, os padrões de qualidade mínimos suficientes. Até aí tudo certo. O problema é que, para além do atendimento mínimo de qualidade, a expansão deveria corresponder às necessidades do país e não reduzi-la às perspectivas iniciais das instituições de educação superior.

Leia na íntegra em: https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/6/21/o-espelho-que-foge