Educação é movida por interação e curiosidade

Convidado para falar sobre as transformações ocorridas na passagem do século, o jornalista espanhol, radicado no México, Antonio Navalón, avalia que a educação não é mais determinada pela quantidade de horas que uma criança passa em sala de aula, mas pela capacidade de interação e estímulo à curiosidade que ela recebe. Para que isso se dê com qualidade, Navalón defende transformações profundas no interior das escolas. Entre elas, o autor de “Parem o mundo que eu quero me informar!” sugere que os professores revejam suas identidades e escutem mais aos alunos.

“Viemos de uma cultura de silêncio dos alunos, precisamos criar o silêncio dos professores”, afirmou para a plateia de 700 diretores de escolas privadas da América Latina que participam do Congresso Visão XXUNO: O desafio de construir a escola que aconteceu no último fim de semana, em Orlando, nos Estados Unidos.

Qual o papel da educação frente ao contexto de incertezas descritos pelo senhor em sua mais recente obra?
Sem dúvida, o de formação de identidades. A medida que o mundo avançou na globalização, isso foi gerando mais necessidade de identificação. Somos seres humanos nascidos em distintos lugares e devemos ter – não para nos separar no melhor, mas para reforçar o que temos de melhor – uma ideia muito clara de quem somos, porque senão dificilmente saberemos para onde ir.

Leia na íntegra em: http://porvir.org/porpessoas/educacao-e-movida-por-interacao-curiosidade/20130430