Dissertação fala sobre uso das redes sociais para otimizar o acesso às bibliotecas universitárias

Giseli Adornato, de 33 anos, é a funcionária mais nova da biblioteca da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Talvez isso ajude a explicar por que ela criou, em 2009, o perfil do órgão no Twitter https://twitter.com/bibliotecafea, hoje com cerca de 3,4 mil seguidores. “Precisávamos de mais canais de comunicação com nossos usuários, que estão sempre ligados nas redes sociais”, diz. Em 2011, Gisele e colegas lançaram o blog bibliotecafea.com. Eles usam os canais para divulgar produtos e serviços, como aquisições de livros e tutoriais.

Ao buscar trabalhos acadêmicos em sua área de formação, a Biblioteconomia, ela não encontrou nada que falasse de mídias sociais. Daí veio a ideia de pesquisar o tema no mestrado. A dissertação Uso das Ferramentas de Redes Sociais em Bibliotecas Universitárias: Um Estudo Exploratório na Unesp, Unicamp e USP foi apresentada no ano passado à Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP.

Giseli descobriu que quase metade das 101 bibliotecas das universidades paulistas está nas redes sociais, em especial no Facebook e no Twitter. “Apesar das vantagens dessas ferramentas, elas ainda não são bem utilizadas para interagir com o público”, afirma. “As redes permitem uma comunicação mais informal e dinâmica e podem servir para atrair visitas de novos usuários.”

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