Computação como base para ensinar matemática

O que pode ser mais complexo para a educação, num país de mais de 50 milhões de estudantes matriculados no Ensino Fundamental – como é o caso do Brasil –, do que pensar em reformulação de currículo escolar em grande escala? Ao mesmo tempo, o que pode ser mais ameaçador para a autonomia de uma nação, em termos de economia, do que ignorar as demandas de formação dos jovens em uma sociedade pautada, como em nenhuma outra época, pelo desenvolvimento tecnológico baseado em sistemas computacionais?

Para alguns pesquisadores, esse segundo questionamento se impõe a qualquer outro e por isso reformas urgem, como defende o britânico Wolfran Conrad, que clama por um novo modelo de currículo para a matemática tendo a computação como base “de tudo”. Ele hoje viaja de país em país conversando com governos sobre o quanto isso é fundamental e já emplacou, no início deste ano, na Estônia, a primeira experiência de política pública de computer based math.

A grande mudança em relação à aula de matemática “padrão” que se tem hoje é que em vez dos intermináveis cálculos voltados somente a resolver equações, os alunos teriam outras atividades e desafios, pois a tarefa de calcular passa a ser delegada ao computador. Conrad e seus pares defendem que os estudantes passam muito tempo “apenas calculando” e, ainda, calculando expressões muito simples. “No tempo em que você faz um cálculo à mão, você pode fazer 20, 30 no computador, e explorar ali cálculos mais complexos. Além disso, poder realizar muitas outras atividades relacionadas à matemática a partir desses cálculos, como programar e pensar, depois, como programar para resolver problemas reais”, diz ele [confira o vídeo do TED em que o pesquisador trata do assunto].

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