Agnolin defende EAD e diz que impedir inclusão da modalidade no Fies é retrocesso

A Câmara dos Deputados recebe durante esta terça-feira, 11, alunos, professores, especialistas, além de parlamentares e autoridades ligadas à Educação no 9º Seminário Nacional sobre Educação a Distância. Presidente da Frente Parlamentar da Educação Profissional e Ensino a Distância da Casa, o deputado federal Ângelo Agnolin (PDT-TO), voltou a defender a extensão do Fies para alunos do EAD e a criticar a Portaria do MEC (portaria n°1 de 22 de janeiro de 2010) que impede o financiamento da modalidade por meio do programa.

Respaldado pelos próprios alunos, Agnolin disse que “a decisão do MEC caminha na contramão do empenho do Governo em democratizar o ensino” e representa “um retrocesso para a educação brasileira”. “Hoje cerca de 20%, dos quase sete milhões de universitários no país estudam a distância em cursos reconhecidos pelo MEC. O ENADE (Exame Nacional de Desenvolvimento de Estudante) tem números que demonstram média de notas dos alunos de EAD superiores à dos alunos do ensino convencional. Não se pode torcer o nariz para os números”, exaltou o deputado.

O presidente da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED), professor Dr. Frederic Michael Litto, reconheceu os avanços na educação a distância do Brasil, citou como exemplo a disponibilização de material pedagógico digital pelo MEC, mas disse ser necessário avançar no que diz respeito ao processo pedagógico do país e acabar com o preconceito que impera sobre os alunos de EAD, “As futuras gerações deverão ser encorajadas a enfrentar os novos modelos pedagógicos”, defendeu o professor.

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