‘Videogame é viciante, a educação também deve ser’

Na década de 70, Nolan Bushnell se tornou o pai da indústria do videogame e criou a Atari ­– empresa que popularizou os jogos eletrônicos no mundo. Agora, decidiu que seu maior sucesso também transformará a educação. Como CEO da BrainRush, desenvolveu uma plataforma que investe no ensino adaptativo, em que aprendizado, exercícios e testes são condensados no único ato de jogar. Na prática, são lições comuns de matemática, química ou geografia formatadas como joguinhos que não duram mais que 10 minutos.

“Videogames são viciantes, a educação também deve ser”, defendeu Bushnell, durante o SXSWEdu, principal evento mundial de tendências em educação que aconteceu neste mês em Austin, no Texas. Para tornar sua plataforma efetiva, respeitou alguns princípios da neurociência que combinam com a lógica dos videogames. “Gamefication é o termo correto para a boa neurociência sendo aplicada”, explica.

Os jogos da BrainRush estão enquadrados em cinco regras, que fazem com que os estudantes se mantenham motivados na experiência de jogar e aprender. “Primeiro, o aluno deve estar sob extrema pressão, para que fique hiperfocado. Tendo pouco tempo, ele não vai poder ficar pensando no que tem para comer no almoço, no rapaz ou moça em quem está interessado”, diz. Além disso, o estudante precisa responder a perguntas e ser ativo, já que estudos mostram que quando estão passivos em sala de aula – seja assistindo a um filme ou ouvindo o professor falar – os alunos movimentam pouco o cerébro. Mas quando são convidados a agir, seja por perguntas ou algo mais interativo, ocorre uma atividade cerebral extraordinária.

Leia na íntegra em: http://porvir.org/porcriar/videogame-e-viciante-educacao-tambem-deve-ser/20140318