O que mudou? Nova Ortografia – alfabeto e trema

Apresentação

Desde janeiro de 2009 o Brasil convive com duas ortografias distintas em alguns aspectos. Mas, em janeiro de 2013 apenas uma forma de grafarmos ortograficamente as palavras será oficial, e é a nova. Neste conteúdo, você poderá explorar as mudanças no alfabeto e no uso do trema nas palavras da língua portuguesa do Brasil.

OBJETIVOS
  • Esclarecer as Regras Ortográficas, a partir do Acordo Modificativo da Ortografia da Língua Portuguesa.
  • Indicar o uso das Novas Regras Ortográficas em variados contextos.
  • Aplicar os conhecimentos obtidos através da realização das atividades propostas.

Ficha técnica

Unidades didáticas às quais este conteúdo pode pertencer:
  • Redação Acadêmica
  • Fonética e Fonologia do Português
Outros conteúdos que podem se relacionar a este:
Níveis de ensino apropriados:
  • Ensino Médio
  • Ensino Superior

Créditos

Autores:
Coordenação pedagógica: Prof.ª Dr. Valeria Iensen Bortoluzzi
Coordenação técnica: Prof. Ms. Iuri Lammel
Instituição: Centro Universitário Franciscano (UNIFRA)
Data de publicação: Maio de 2011
Local: Santa Maria - RS (BRA)
Como citar este conteúdo:
MAIS UNIFRA. O que mudou? Nova Ortografia – alfabeto e trema. Santa Maria, RS: Unifra, 2011. Online. Disponível em: http://maisunifra.com.br/conteudo/nova-ortografia-alfabeto-e-trema/.

Bibliografia

Bibliografia que embasa este conteúdo:
  • SACCONI, Luiz Antonio. Nossa gramática completa Sacconi: teoria e prática. São Paulo: Nova Geração, 2008.
  • ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
  • ZANOTTO, Normelio. A nova ortografia explicada. EDUCS, Caxias do Sul, 2009.

Espaço do professor

Olá, professor!
A seção Ideias e Propostas tem você como foco, ao fornecer sugestões de trabalho, em diferentes contextos, com os conteúdos que você encontra no MAIS Unifra. O documento que você vai acessar não é um plano de aula, por isso não pode substituir seu planajemento pessoal. Mas você poderá ter boas ideias a partir das nossas.
Aproveite este espaço e bom trabalho!

Introdução

O uso correto da ortografia em Língua Portuguesa sempre foi uma grande preocupação no âmbito escolar. No entanto, com a vigência das Novas Regras Ortográficas essa preocupação se tornou uma constante para educadores, alunos e profissionais das mais diversas áreas do conhecimento. Então, este conteúdo tem como objetivo primeiro oferecer um variado número de atividades que possam tornar mais agradável à assimilação dessas Novas Regras de Ortografia.

O que é?

Quando o acordo foi assinado?

O acordo foi assinado em 16 de dezembro de 1990, após 14 anos de tratativas entre os países, mas ele só foi ratificado pelas oito nações em 28 de setembro de 2008, passando a vigorar em 01 de janeiro de 2009.

O que é o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa?

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, como o próprio nome já revela, é um acordo sobre como grafar um conjunto de palavras que formam o vocabulário do idioma de oito países falantes de português (Brasil, Portugal, Timor Leste, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe).

Por quê?

Por que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado?

O Português é falado, aproximadamente, por 240 milhões de pessoas (190 milhões no Brasil), e é a sexta língua mais falada no mundo. Duas razões levaram à unificação da ortografia do português. A primeira delas é editorial: com a unificação, os produtos culturais produzidos em língua portuguesa, principalmente os livros impressos, terão trânsito simplificado nos oito países. Antes do acordo, qualquer livro produzido no Brasil passava por um processo de tradução para adaptação da ortografia. Com o acordo, os materiais escritos poderão circular em seu original, sem prejuízos ao idioma. A segunda razão é política: com a unificação, o português poderá tornar-se um dos idiomas oficiais da Organização das Nações Unidas.

Novo idioma?

Com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, teremos de aprender um novo idioma?

Embora as alterações estabelecidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa pareçam muitas, elas afetam 1,6% do idioma geral e apenas 0,5% do português brasileiro. E as alterações são apenas gráficas, nada muda no sentido e na maneira como usamos as palavras de nossa língua. Há quatro aspectos do novo acordo ortográfico que afetam a Língua Portuguesa escrita no Brasil: a mudança do alfabeto, a queda do trema, a acentuação e o uso do hífen.

Alfabeto

A mudança em nosso alfabeto (Base I)

REGRA: O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras, cada uma delas com uma forma minúscula e outra maiúscula:

a A (á)  b B (bê)  c C (cê)  d D (dê)  e E (é)  f F (efe)  g G (gê ou guê)  h H (agá)  i I (i)  j J (jota)  k K (capa ou cá)  l L (ele)  m M (eme)  n N (ene)  o O (ó)  p P (pê)  q Q (quê)  r R (erre)  s S (esse)  t T (tê)  u U (u)  v V (vê)  w W (dáblio)  x X (xis)  y Y (ípsilon)  z Z (zê)

Obs.: 1 - Além destas letras, usam-se o ç (cê cedilhado) e os seguintes dígrafos: rr (erre duplo), ss (esse duplo), ch (cê-agá), lh (ele-agá), nh (ene-agá), gu (guê-u) e qu (quê-u).

As letras k, w e y usam-se nos seguintes casos especiais:

  • a) Em antropónimos/antropônimos originários de outras línguas e seus derivados: Franklin, frankliniano; Kant, kantismo, Darwin, darwinismo; Wagner, wagneriano; Byron, byroniano; Taylor, taylorista;
  • b) Em topónimos/topônimos originários de outras línguas e seus derivados: Kwanza, Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano;
  • c) Em siglas, símbolos e mesmo em palavras adotadas como unidades de medida de curso internacional: TWA, KLM; K-potássio (de kalium) W-oeste (West); kg-quilograma, km-quilómetro, kW-kilowatt, yd-jarda (yard); Watt.

Trema

A queda do Trema (Base XIV)

REGRA: O trema, sinal de diérese, é inteiramente suprimido em palavras portuguesas ou aportuguesadas. Nem sequer se emprega na poesia, mesmo que haja separação de duas vogais que normalmente formam ditongo: saudade, e não saüdade, ainda que tetrassílabo; saudar, e não saüdar, ainda que trissílabo; etc.

Em virtude desta supressão, abstrai-se de sinal especial, quer para distinguir, em sílaba átona, um i ou um u de uma vogal da sílaba anterior, quer para distinguir, também em sílaba átona, um i ou um u de um ditongo precedente, quer para distinguir, em sílaba tónica/tônica ou átona, o u de gu ou de qu de um e ou i seguintes: arruinar, constituiria, depoimento, esmiuçar, faiscar, faulhar, oleicultura, paraibano, reunião; abaiucado, auiqui, caiuá, cauixi, piauiense; aguentar, anguiforme, arguir, bilíngue (ou bilingue), lingueta, linguista, linguístico; cinquenta, equestre, frequentar, tranquilo, ubiquidade.

Obs.: Conserva-se, no entanto, o trema, de acordo com a base I, 3.º, em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: hübneriano, de Hübner, mülleriano, de Müller, etc.

Atividades

Ainda não há atividades para este conteúdo.

MAIS

Se você quiser saber mais sobre o motivo das mudanças da ortografia da língua portuguesa, pode assistir ao vídeo disponibilizado no site da Academia Brasileira de Letras (ABL), onde o responsável pelo projeto no Brasil, o gramático Evanildo Bechara, e convidados fazem uma retrospectiva da história da língua, sua evolução e os motivos político-sociais para a mudança da mesma.

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